Páginas

Pages

segunda-feira, 23 de março de 2015

Na falta de moeda de 1 centavo, preço deve ser arredondado para baixo

Malvinas News Nosso portal de notícias
Economia/Negócio

Existem 3 bilhões de 

moedas de R$ 0,01 em circulação
(Foto: Reprodução/Google Imagens)

O preço estampado na vitrine é R$ 49,99. A sensação para o consumidor é que não custa nem "50 reais". 

Mas, pagando com uma nota de R$ 50, dificilmente a pessoa recebe (ou espera) o troco. 

Apesar de o Banco Central ter parado de fabricar as moedas de R$ 0,01 em 2004, o que dificulta o troco de valores quebrados, muitas lojas ainda adotam preços que terminam em R$ 0,9. 

"É uma estratégia de marketing. A loja não põe o preço cheio para criar o efeito psicológico no consumidor, que vê R$ 49,99 e tem a sensação de que não é R$ 50", afirma a advogada Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor). 

O Banco Central afirma que o real adota um padrão monetário centesimal e os empresários e comerciantes são livres para cotar seus preços. 

A informação oficial é que existem 3 bilhões de moedas de R$ 0,01 em circulação. Mas é bem difícil receber uma de troco ou encontrar quem a tenha. Segundo a advogada, se não tem o R$ 0,01 para dar de troco, a loja precisa arredondar o preço para baixo. 

A Fecomercio­SP informa que recomenda aos associados que adotem preços que possibilitem restituir o troco. 

Alguns preços acabam quebrados devido à forma como o produto é comercializado. É o caso das mercadorias vendidas por peso. 

Também há fabricantes que colocam nas embalagens um preço sugerido quebrado, o que pode causar atrito entre comerciante e consumidor final.

 Ao fim, o importante é exigir o troco. Você pode ser surpreendido. Durante esta reportagem, a Folha pediu –e recebeu– R$ 0,01 de troco.

malvinas.news@gmail.com
Fonte: Folha de Sao Paulo


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui, seu comentário.