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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Barbalha ­CE: ‘Bom Sinal’ demite mais de 70% dos funcionários em 40 dias e suspende produção de VLTs

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"Afetada pela Crise Econômica"

Empresa de Barbalha tem encomendas
 para Maceió, Recife e João Pessoa,
mas parou produção por falta de repasses
(Foto: Arquivo/IG
Afetada pela crise econômica pela qual o Brasil passa e alegando não ter recebido parte dos valores desde o ano passado dos governos estadual e federal, a Bom Sinal reduziu seu quadro de funcionário em 72%. 

A empresa com sede em Barbalha é fabricante dos Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) que atendem a metrôs do Cariri e até de outros estados. “Infelizmente a crise também chegou na Bom Sinal”, explica Aílton Souza, Gerente de RH. 

“O país passa por um momento difícil, de crise, e a Bom Sinal não está sendo diferente. A Bom Sinal é uma empresa que trabalha com órgãos públicos e o Governo não está repassando as verbas, então isso dificultou muito nosso trabalho”, acrescenta.

 De acordo com Souza os valores não são pagos desde o ano passado e quando são efetuados não acontecem em sua totalidade. Isso motivou a demissão de 210 funcionários nos últimos 40 dias. 

“Por um ano e meio, dois anos, a Bom Sinal conseguiu suportar o seu quadro de funcionários que era por volta de 320 dessa forma, recebendo alguns pagamentos, mas não era o suficiente e não era o contratado”, declarou Souza.
A empresa com sede em Barbalha é fabricante dos Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs)
 que atendem a metrôs do Cariri e até de outros estados (Foto: Arquivo/IG)
Ele disse ainda: “Com a falta de pagamento nós somos obrigados a suspender a produção.

Temos contratos em vigência? Sim! Tanto com o governo do estado como também com a CBTU*.

Estamos no mês de produção só que estamos impossibilitados de comprar componentes pelo atraso nos pagamento”. 

A empresa tem sede em Barbalha e escritórios comerciais em Fortaleza e no interior de São Paulo. 

Ao todo, do quadro de 320 trabalhadores, pretende continuar com apenas 90 pelo que chama de readequação à nova realidade financeira. Ao mesmo tempo nega que feche as portas. 

“É o que ela consegue manter para atender os contratos. Na medida em que for melhorando a situação nós vamos retomar nossa produção. (...)”, finaliza Aílton Souza.

*CBTU: Companhia Brasileira de Trêns Urbanos*




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