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sábado, 27 de outubro de 2012

Decisão altera prefeitos eleitos no CE

MALVINAS NEWS NOSSO PORTAL DE NOTICIAS
DIARIO DO NORDESTE

Fachada do TRE-CE (Foto: TSE)


Os resultados das eleições para prefeito dos municípios de Acaraú e de Iguatu, divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), poderão ser alterados se forem mantidas até o trânsito em julgado dos processos de registro de candidatura decisões monocráticas de ministros do Tribunal Superior Eleitoral.

Em Acaraú, o resultado divulgado pelo TRE apontava como eleito o candidato Pedim do Cleto porque obteve 15.878 votos. Os votos de Alexandre Ferreira Gomes da Silveira (16.117) não foram apresentados no resultado oficial porque o candidato concorreu na condição sub judice, pois teve o registro da candidatura indeferido. Ao apreciar o recurso dele, a ministra Laurita Vaz reformou a decisão do TRE para conceder registro de candidatura a Alexandre Ferreira Gomes da Silveira.

Como se trata de uma decisão monocrática, ainda cabe recurso para o pleno, mas se for mantida essa decisão deverá ser declarado eleito o candidato Alexandre Ferreira Gomes porque obteve uma votação superior a do seu concorrente.

Inelegibilidade

O caso de Iguatu é semelhante porque o TRE do Ceará negou provimento a recurso e manteve o indeferimento do pedido de registro de candidatura formulado por Aderilo Antunes Alcantara Filho ao cargo de prefeito. O ministro Arnaldo Versiani, ao decidir a matéria, considera que o acórdão regional contrariou os arts. 31 e 71, I, da Constituição Federal e o art. 1º, inciso I, alínea g, da LC nº 64/90. Pelo exposto, deu provimento ao recurso especial para deferir o registro de candidatura de Aderilo.

Em Iguatu, o resultado do pleito deste ano indicou 59,93% dos votos apurados como nulos porque os votos dados ao candidato Aderilo (30.203) não entraram na divulgação do resultado oficial. Sobre essa decisão já foi interposto um agravo de instrumento, mas se a decisão for mantida o candidato deverá ser declarado eleito porque obteve 30.203 votos contra 20.052 em favor de Mirian Sobreira e 1.056 para Murilo Braga.

Somente nas sessões de terça e de quinta-feira desta semana do TSE, foram publicadas 50 decisões monocráticas de ministros em processos de registro de candidatura, provenientes do Estado do Ceará. Esses processos envolvem candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador.

Há casos em que a decisão do TRE é mantida, mas também existem situações de mudanças. A vários recursos eleitorais foi negado seguimento por perda do objeto, ou seja, o candidato foi derrotado nas urnas, havendo também casos em que o candidato renunciou. Outros candidatos ainda aguardam julgamento, havendo municípios cearenses em que há chance, inclusive, de um novo pleito.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ceará tem a 16ª tarifa de energia mais cara do Brasil, diz Fiec

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Tarifa de energia do Ceará é de R$ R$ 334,3 por megawatt-hora.
Preço da tarifa no estado é mais baixo que média do Nordeste e do país.


EstadoTarifa
Mato Grosso419,2
Tocatins373,2
Minas Gerais372,4
Bahia365,2
Rio de Janeiro356,7
Espírito Santo350,0
Mato Grosso do Sul346,9
Pernambuco345,4
Santa Catarina341,7
Maranhão338,2
Rodônia334,2
Rio Grande do Sul331,0
Pará326,6
Amazonas317,3
São Paulo317,3
Ceará316,5
Sergipe313,5
Rio Grande do Norte306,8
Amapá305,6
Paraná 
Paraná301,3
Um estudo divulgado nesta sexta-feira (26) pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) mostra que o Ceará possui a 16ª tarifa industrial de energia mais cara do Brasil, R$ 316,5/mega watts (Mwh).
Uma análise das tarifas de consumo de energia elétrica industrial feita com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) referentes às 27 unidades da federação mostra que a tarifa média de energia elétrica para a indústria no Brasil é de R$ 329,0/Mwh, com diferença de 63% entre o estado mais caro (Mato Grosso) e o mais barato (Roraima). Ainda assim, a tarifa do Ceará é menor do que a média brasileira e nordestina, de R$ 334,3/Mwh.
De acordo com Jurandir Picanço, consultor de energia da Fiec, a expectativa é de que com a desoneração da tarifa de energia elétrica anunciada pelo governo federal e que deverá entrar em vigor até fevereiro de 2013, o custo da tarifa industrial da energia, no Ceará caia de 20 a 25%. Segundo ele, o custo de produção da energia no Brasil é um dos mais baixos do mundo, mas a carga tributária e os encargos setoriais são elevados. "Se, por exemplo, o ICMS fosse retirado, a tarifa de energia ficaria 36% mais baixa".
Na composição da tarifa de energia do Ceará, segundo a Aneel, as perdas técnicas e não técnicas correspondem a 0,9% do total, os tributos federais e estaduais (PIS/Cofins e ICMS) representam 30,6%, os encargos setoriais são responsáveis por 18,9% do total e os custos de geração. Distribuição e transmissão representam 49,6% do total da tarifa.
Em média, as despesas com energia elétrica e combustíveis representaram 2,9% dos custos da indústria no Brasil, segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA), de 2010. O peso é maior em setores onde o uso da energia é mais intenso.
De acordo com a Aneel, a composição da tarifa industrial de energia elétrica está dividida em dois grupos distintos. O primeiro, inclui os custos de geração, transmissão e distribuição, além das perdas técnicas e não técnicas. O segundo é diretamente relacionado à tributação, seja na forma de encargos setoriais, seja na forma de tributos federais e estaduais (PIS/COFINS e ICMS). Os custos do primeiro grupo - geração, transmissão e distribuição - representam 50% da composição da tarifa de energia elétrica industrial no Ceará e no Brasil.
Para a Fiec, mais importante do que observar as diferenças regionais é avaliar a competitividade das tarifas de energia cobradas no Brasil, frente às tarifas dos demais países do mundo.
Considerando apenas os países da América Latina, o Ceará apresenta também menor competitividade com uma tarifa 60% superior à média da praticada por Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador, Equador, México, Paraguai e Uruguai (R$ 197,5 /MWh), onde apenas o Chile possui uma tarifa maior.
Em comparação com o Brasil, os países vizinhos possuem tarifas inferiores à média do Brasil. Quando comparada com países que formam o BRIC - Brasil, Rússia, Índia, China - que se destacam no cenário mundial como países em desenvolvimento, as indústrias instaladas no Ceará pagam, em média, 246% a mais do que na Rússia, 122% a mais do que na China e 68% a mais do que na Índia. Comparativamente a média brasileira, a diferença de tarifas para com esses países é ainda maior: 259%, 131% e 75%, respectivamente.


Lançamento do Windows 8 ainda deixou muitas dúvidas

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FONTE UOL

Preocupações em relação ao novo sistema, aos aplicativos e sua Windows Store, foram superficialmente comentadas

Especial Windows 8 – Saiba tudo sobre o novo sistema operacional
O evento de lançamento do Windows 8 na quinta-feira (25) poderia ter sido um sucesso estrondoso. 
O local escolhido, Pier 57, em Nova York, é grande e cavernoso. E a ocasião em si veio pré-carregada de importância: a Microsoft estaria revelando publicamente seu sistema operacional mais importante desde o Windows 95. Mas, mesmo assim, o grande dia para a  Microsoft brilhar caiu por terra.
Isso não é uma reflexão sobre o Windows 8, a maior atualização de sistema operacional da MS desde 1995. Também não é um referendo sobre o Surface RT, a primeira peça de hardware de computação que a empresa já desenvolveu, fabricou e vendeu por conta própria. Não, a festa de lançamento foi por água abaixo porque a MS compartilhou poucas novas informações sobre o sistema operacional e seu ecossistema arrebatador.
Nós vimos hardware, mas não surpresas. Vimos aplicativos, mas não novos títulos. Nós fomos cheios de expectativas, mas recebemos algo semelhante a um infomercial. Steven Sinofsky, presidente da divisão Windows e Windows Live da Microsoft, abriu o evento de lançamento, positivamente constatando que a nova era Windows estava finalmente sobre nós. As dramáticas mudanças dentro do Win8 - com seus blocos dinâmicos e sensibilidade ao toque - fazem do novo sistema operacional uma experiência de computação muito diferente. 
As mudanças são tão dramáticas que, no final do evento, o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, disse que "o Windows 8 não deve deixar nenhuma dúvida de que quebramos sua percepção sobre o que é um PC”. Essa é uma afirmação precipitada. Mas o evento de quinta-feira foi curto em se tratando de dados que poderiam adicionar nova perspectiva sobre o que já temos ouvido a respeito do Win8, já que a MS mostrou a pré-visualização para consumidores em fevereiro, no Mobile World Congress. 
Desta vez, precisávamos ver mais detalhes sobre como a companhia espera que os consumidores se adaptem às mudanças radicais introduzidas no sistema. Precisávamos ver a evidência de como a companhia planeja educar os consumidores sobre os novos gestos de toque, e, mais importante, o que devemos esperar da nova Windows Store, o único ponto de compra para o os apps do Windows 8.
O evento foi cheio de dados estatísticos satisfatórios embaraçosos, como os de todos os keynotes da Apple. Ouvimos, por exemplo, como mais de metade das empresas têm implantado o Windows 7. Mas não nos foi dada nenhuma visão sobre com qual rapidez a base de negócios planeja adotar o Windows 8. 
Tradicionalmente, a transição para adotar um novo sistema operacional da Microsoft nas empresas é lenta. Mas, mesmo assim, dada a mudança radical que o Windows 8 representa, esta é uma pergunta que você acha que a MS quer responder logo.
Durante o evento, Sinofsky enfatizou que "o Win8 foi projetado para funcionar igualmente bem em PCs existentes e novos PCs com toque." Isso tem sido uma promessa muitas  vezes repetida desde que o Windows 8 foi revelado pela primeira vez. Sinofsky pode estar certo, mas, durante a palestra, os programas demonstrativos não foram longe o suficiente para mostrar ao mundo exatamente como toque,  mouse e teclado coexistirão pacificamente no mesmo SO.
Julie Microsoft Larson-Green e Michael Angiulo demonstraram a operação do Windows 8, mas a maioria do que foi mostrado pareceu familiar. Na verdade, a informação mais útil recebida no evento não fazia parte de qualquer uma das apresentações: a Microsoft entregou à mídia um guia prático para gestos e atalhos de teclado para a básica navegação no novo sistema operacional. Quer arrastar um aplicativo para a esquerda usando seu teclado? Não há problema: toque a tecla Windows + Shift +, e você terá dois aplicativos na tela, lado-a-lado.
E os aplicativos?
Uma das questões mais críticas que tem sido estado no topo das preocupações com o Windows 8 se trata da loja de aplicativos – e a falta deles. Apps têm sido fundamentais para o sucesso do iPad, da Apple, e eles são a principal razão pela qual o iPad continua a ganhar impulso, enquanto tablets Android recebem amor relativamente pequeno do consumidor.
Então, nós queríamos ouvir uma grande história sobre aplicativos durante a  keynote da Microsoft. Queríamos ouvir anúncios sobre parcerias de apps. Quais aplicativos críticos e populares já disponíveis em outros ecossistemas tablet os consumidores poderão baixar no lançamento? E com qual rapidez a seleção irá crescer?
A Microsoft, infelizmente, passou por cima de tudo isso. Na verdade, tudo o que ouvimos foi uma ênfase sobre o número de aplicativos disponíveis. O CEO da MS contou uma história sobre desenvolvedores migrando para o Windows 8, mas não falou uma palavra sobre grandes novos títulos (já sabíamos que o Netflix estava chegando, e o mesmo com o Hulu Plus).
Aplicativos de jogos? Fomos informados de que houve muita atividade entre os desenvolvedores, mas não recebemos detalhes. E isto vindo da Microsoft, a mesma empresa que faz o Xbox.
Talvez mais notícias sobre apps aparecerão na BUILD, evento de desenvolvedores da Microsoft que será realizado em Seattle na semana que vem. Esta notícia seria especialmente relevante para os futuros compradores de tablets com Windows. Sem uma visão mais clara sobre os apps, os consumidores podem estar reticentes em gastar seu dinheiro com o novo sistema operacional da Microsoft.

Incêndio em equipamento provocou apagão, diz ONS

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ÂGENCIA BRASIL TERRA

Foto Google Imagens



O incêndio em um equipamento entre as subestações de Colinas (TO) e Imperatriz (MA) foi a causa do desabastecimento de energia ocorrido na Região Nordeste e em parte do Norte do País, na madrugada desta sexta-feira. O problema ocorreu justamente na interligação entre os sistemas Norte-Nordeste e Sul-Sudeste.

Segundo informação da assessoria de imprensa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o problema ocorreu pouco depois da meia-noite e demorou pouco mais de uma hora para ser resolvido. Portanto, por volta de 1 h 30 da manhã, a energia na linha principal já tinha sido restabelecida. No entanto, as distribuidoras de energia levaram mais tempo para restaurar a energia nas linhas secundárias.


Segundo informações do Bom Dia Brasil, a energia começou a ser restabelecida em Pernambuco por volta das 4 h. Na Bahia, o apagão durou pouco mais de duas horas e a energia voltou a ser fornecida por volta das 2 h 30 desta sexta, no horário de Brasília. No Ceará, a falta de energia começou à 0 h 15 e durou até 4 h 50, também no horário de Brasília.


Uma reunião de técnicos às 14 h de hoje, na sede do ONS, no Rio, vai analisar o problema. Pela manhã, o assunto deve ser discutido em uma reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, em Brasília.


Vereador é eleito pela nona vez na Cidade do Crato CE

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DIARIO DO NORDESTE

Há 36 anos ininterruptos , Dárcio de Sousa está na política. (Foto: Yaçanã Neponucena)


Historicamente conhecida como berço de lideranças de autonomia política e por suas manifestações por ideais republicanos, a cidade do Crato obtêm destaque no Estado do Ceará. Mas, em um ponto específico, o município se diferencia por um fato peculiar. Entre os governantes atuais, está um vereador eleito, consecutivamente, por 36 anos ininterruptos. Aos 65 anos de idade, Dárcio Luiz de Sousa, afiliado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ocupa um acento na Câmara de Vereadores. Ele já está em seu nono mandato representando o distrito de Dom Quintino.

Pautado pelo compromisso com a população, durante o período parlamentar, Dárcio Luiz acredita ter contribuído para o desenvolvimento do distrito onde nasceu. A localidade, até hoje, enfrenta diversos problemas sociais, entre os quais estão a falta de calçamento, saneamento e abastecimento de água. A carência de empregos que possam gerar renda para os moradores também é um agravante. A população atual ultrapassa os seis mil habitantes.

Na última eleição, Dárcio Luiz concorreu com mais de 200 candidatos. Ao todo, ele conseguiu 1.239 votos e alcançou o 7º lugar entre os mais bem votados. Desde quando iniciou sua carreira política, ainda em 1977, o parlamentar sonhou em promover a educação no município. Para isso, ele lutou pela construção e instalação de um colégio.

Educação

A comunidade já conta com uma Escola de Ensino Fundamental Coronel Raimundo Nonato de Sousa, que é frequentada por cerca de 800 estudantes. Entretanto, o equipamento ainda não é suficiente para atender a demanda local. Na tentativa de minimizar o problema, a Prefeitura alugou prédios e adaptou o antigo posto de saúde, onde funcionam algumas salas de aula. Para o vereador, um de seus trabalhos mais relevantes foi a viabilidade da fundação de uma creche, por meio do governo do Estado.

A unidade foi inaugurada em 1994 e recentemente ampliada pela administração municipal. No local, 150 crianças são acolhidas durante os turnos da manhã e da tarde.

Junto a lideranças regionais, nos próximos anos, Dárcio pretende realizar projetos que possibilitem a transposição das águas do Açude Thomaz Osternes para a sede do Distrito de Dom Quintino. A previsão é de que sejam investidos recursos na ordem de R$ 2 milhões.

Se executada, a obra deverá beneficiar três mil pessoas. Após o mandato legislativo, que terminará em 2016, o parlamentar diz que encerrará sua trajetória política. "Acho que dei minha contribuição ao povo de minha terra. Agora, vou apoiar os jovens que desenvolvem projetos sociais na localidade", revela.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Microsoft busca recuperar terreno com tablet e novo Windows

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FONTE BBC BRASIL


A empresa norte-americana Microsoft está apostando em novos lançamentos para recuperar o terreno perdido, após uma década em que foi ofuscada, no imaginário dos consumidores, por gigantes tecnológicas como Apple e Google.


Tablet Surface (BBC)A empresa lança, quase simultaneamente, um novo tablet chamado Surface e a versão 8 do Windows. Ao mesmo tempo, o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, disse em entrevista à BBC que planeja novos aparelhos: "É certo dizer que faremos mais hardware? Obviamente. Aproveitaremos oportunidades importantes para criar novos padrões (de produtos)."

Até o momento, a Microsoft havia focado seus esforços em softwares, salvo exceções como o videogame Xbox e o console Kinect.
Agora, diz Ballmer, a empresa está "em um desses momentos mais importantes de sua história" com o lançamento do Surface, descrito pelo CEO como "épico".
Para críticos, porém, o produto chega atrasado a um mercado já dominado por produtos como iPad, Android e Kindle.
Ao mesmo tempo, trata-se da aposta da Microsoft num momento em que o mercado de PCs está em declínio pela primeira vez desde 2001 (segundo dados da empresa de pesquisas IHS iSuppli). A queda é de apenas 1%, aponta a Associated Press, mas indica uma tendência de queda que pode afetar um mercado muito importante para a Microsoft.

Lançamentos

Steve Ballmer
Como o primeiro hardware da Microsoft, o Surface é o feito mais importante da Microsoft nos últimos anos, explica o repórter de tecnologia da BBC, Rory Cellan-Jones. A capa do produto é um fino teclado que pode ser conectado ao tablet.
O aparelho opera no Windows 8, lançado nesta quinta-feira. Trata-se de uma atualização radical do sistema operacional - historicamente, o principal produto da Microsoft -, que passa a operar com uma interface "touchscreen", com "trilhas" que funcionam como botões para abrir aplicativos e mostrar suas atualizações (e-mails recebidos, notícias recentes, posts em redes sociais etc).
O Windows 8 ambém é visto como um marco da empresa, descrito por alguns observadores desse mercado como um dos passos mais significativos da Microsoft desde o lançamento do Windows 95.
Quanto a planos futuros, Ballmer dá poucos detalhes. "Nós nos comprometemos a seguir um caminho de fazer o que for necessário, da perspectiva de inovação em hardware e software e da perspectiva da nuvem", limitou-se a dizer à BBC. Por enquanto, ele só confirmou os planos de fazer uma versão Pro do Surface, a ser vendida em janeiro.

Eclispe

O tablet Surface (AFP)O período de Ballmer no comando da Microsoft coincidiu com o eclipse da empresa diante de concorrentes como a Apple. Dentro da companhia, muitos descrevem Ballmer como um líder que garantiu que a empresa seguisse firme em meio a crises; a revista Forbes, porém, o listou como o CEO mais "desastroso" do mundo corporativo americano, e a Vanity Fairdiz que a década dele na liderança da Microsoft foi "perdida".

Em entrevista à BBC, Ballmer refuta essas noções. "Diria claramente que a tecnologia mais empolgante dos últimos dez anos é o PC Windows", diz. "Não tenho remorsos quanto à forma como os PC mudaram o mundo na década."
De fato, antes dos smartphones, a empresa dominava o mercado, estando presente em estimados 95% dos computadores pessoais vendidos. Mas hoje deixou de ser a queridinha do mercado de tecnologia. No último dia 18, anunciou que sua receita líquida no primeiro trimestre do ano fiscal (terminado em 30 de setembro) caiu de US$ 5,74 bilhões em 2011 para US$ 4,47 bilhões, e um dos motivos que parecem estar por trás disso é a queda global nas vendas de PCs.
O problema é que, para analistas, o mundo está se movendo à era "pós-PC", e a empresa se vê diante do desafio de começar uma nova era de inovação e de dar novo impulso ao uso do Windows.
Ao ser questionado se a Microsoft está atrasada no mercado de tablets, Ballmer afirma que "não há nada como o Surface".
Agora, especula-se se Ballmer estaria preparando um smartphone próprio da Microsoft.


Eleições em Fortaleza: Roberto Cláudio e Elmano empatados com 43%

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DIARIO DO NORDESTE

(Foto: Diário do Nordeste)



Três dias antes da votação para eleger o novo prefeito de Fortaleza, o Ibope apresenta os números de sua última pesquisa, contratada pelo Diário do Nordeste, sobre a disputa entre os candidatos Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PSB). Se na primeira pesquisa neste segundo turno os percentuais atribuídos aos dois candidatos indicavam um empate técnico, caracterizando uma disputa acirrada, agora ela está mais dura ainda. Os dois têm os mesmos números de intenção de voto.


Os entrevistadores do Ibope estiveram em campo entre os dias 21 e 23 últimos e ouviram um total de 805 eleitores maiores de 16 anos, representando os mais diversos segmentos do eleitorado fortalezense. Para cumprir ao que determina a legislação eleitoral, a pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Regional Eleitoral.

Neste momento, diz o relatório do Ibope, os candidatos Elmano de Freita e Roberto Cláudio aparecem numericamente empatados com 43% das menções cada um. Sem considerar os eleitores que declaram a intenção de votar em branco, os que afirmam anular o seu voto e os que ainda se declaram indecisos, cada um dos candidatos têm 50% dos votos válidos.


Na rodada anterior, realizada para a TV Verdes Mares, também integrante do Sistema Verdes Mares, entre os dias 15 e 17 de outubro, os dois candidatos apareciam tecnicamente empatados no limite da margem de erro da pesquisa. Naquela oportunidade Roberto Cláudio tinha 41% contra 39% de Elmano de Freitas. Na pesquisa agora publicada 11% dos eleitores declaram intenção de votar em branco ou anular o voto, enquanto 3% não opinam a respeito.


Destaques

Apesar de estarem numericamente empatados para o total da amostra, nota-se que as intenções de voto de cada um dos candidatos não são homogêneas em todos os segmentos analisados, afirma o relatório do Ibope.

Comparando-se os resultados da atual pesquisa com o observado na pesquisa anterior, realizada para a TV Verdes Mares, nota-se que o segmento em que as intenções de voto em Elmano crescem mais é o de eleitores de 40 a 49 anos: 14 pontos percentuais, indo de 33% para 47%. Neste grupo, o candidato petista tem 9 pontos de vantagem em relação ao postulante Roberto Cláudio.


Outro segmento em que Elmano está mais à frente do candidato do PSB é o de eleitores que cursaram até a 4ª série: o petista tem 48% das menções, 10 pontos percentuais a mais do que Roberto Cláudio (38%).


O representante do PSB na disputa, Roberto Cláudio, por sua vez, se destaca no grupo de eleitores com idade entre 30 e 39 anos: as menções a ele cresceram 12 pontos percentuais em uma semana, atingindo 48%, contra 39% de Elmano. 


Barbalha-CE: Ameaça de morte fará presidente da COOPATARC renunciar ao cargo

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(Foto: Agência Miséria)



Um suposto desentendimento poderá resultar na destituição da diretoria da COOPATARC (Cooperativa dos Transportes Alternativos da Região do Cariri). O atual presidente Francisco Inácio Cruz, de 44 anos, mais conhecido como Leão, residente na Rua Nezinho de Sá no centro de Barbalha, vai entregar o cargo nesta sexta-feira. Pela manhã comparecerá à sede da entidade na Rua Totonho Filgueiras, 01 naquele município para protocolar sua carta renúncia.



O problema é que o gesto deve ser repetido por toda a diretoria à exceção do vice, Marceno dos Santos, que ainda não se pronunciou sobre o assunto. Com a vacância da maioria dos cargos, poderá ser convocada nova eleição. O motivo do problema está nas ameaças de mortes contra a família do presidente e os atentados à bala na residência do presidente e no seu veículo que se encontrava na garagem. Por volta das 3 horas da madrugada desta quarta-feira ocorreram os atentados.

Vários disparos de calibre 12 romperam o silêncio e foram de encontro ao portão do imóvel e a carroceria de um veículo Fiat Pick-up Strada de cor vermelha e placas KLY-1504, inscrição de Barbalha. Uma voz do lado de fora teria apelado para que o “presidente” saísse a fim de levar “tiros nos peitos”. Mais tarde, várias ligações foram feitas para Leão a partir do telefone público de Jardim (88) 3555.1791 com novas ameaças a exemplo do que ocorreu em contatos com a esposa sugerindo a renúncia dele.

“Jamais tive inimizades e minha família já defende minha renúncia”, disse Leão. Ele evita fazer acusações sobre autoria das ameaças, mas admite o rompimento de relações com o ex e atual vice-presidente da COOPATARC, Marceno dos Santos, desde que discordou de algumas questões “pelo bem da cooperativa”. Leão foi aclamado presidente em Janeiro deste ano para o seu primeiro mandato, cujo cargo de presidente conta com remuneração de um salário mínimo.

A cooperativa foi fundada há seis anos com a intenção de organizar o transporte alternativo no Cariri e possui 48 associados trabalhando em cinco linhas outorgadas pelo Governo do Estado. São elas: Barbalha/Juazeiro, Missão Velha/Juazeiro, Jardim/Barbalha, Abaiara/Juazeiro e Barbalha/Crato via Distrito de Arajara. O presidente não soube precisar quantos passageiros são transportados por dia. 


Esposa de vereador responderá na Justiça por recebimento de Bolsa Família

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Foto Reprodução Google Imagens


O Ministério Público Federal ofereceu denúncia em face de Adriana Lúcia Bezerra de Alencar, esposa do vereador Leonel Alencar Júnior, por recebimento indevido de benefícios financeiros do Programa Bolsa Família, com base em fatos apurados em procedimento investigatório criminal.

Segundo dados do MPF, Adriana Lúcia prestou informações falsas quanto à renda familiar. Ao pesquisar junto ao CNIS - Cadastro Nacional de Informações Sociais, a renda familiar, em janeiro de 2007, proveniente da Câmara Municipal de Fortaleza, era de R$ 2.123,67. Na mesma época, Adriana ao realizar a inscrição no Cadastro Único para Programa do Governo Federal, informou a composição familiar, formada por ela, o cônjuge Leonel Alencar Júnior e a filha. Ela indicou uma única fonte de rendimentos do núcleo familiar, em torno de R$ 417,00, não apontando o salário do marido, que na época era professor de educação física em escolas públicas e particulares.

"Nas eleições municipais de 2008, o marido de Adriana, Leonel Alencar Júnior, marido da denunciada, foi eleito para o cargo de vereador do município de Fortaleza, tomando posse em janeiro do ano seguinte, com isso, à época, o salário inicial no valor de R$ 9.288,00", explica o texto do procedimento investigatório criminal.

De acordo com o Portal de Transparência do Governo Federal, foram feitos oito saques, totalizando um prejuízo de R$ 176 reais aos cofres públicos. No mês de recebimento da primeira prestação do Programa Bolsa Família, em outubro de 2009, a acusada já contabilizava uma renda de R$ 1.184,43 da Autarquia Municipal de Trânsito de Fortaleza. A renda familiar já ultrapassava os 10 mil reais, em razão da renda do marido, vereador de Fortaleza.

"A conduta imputada à Sra. Adriana Lúcia apresenta alto grau de reprovabilidade social, pois, muito embora os valores recebidos pela ré mensalmente sejam "aparentemente" insignificantes, deve-se ressaltar que o Programa Bolsa Família objetiva atender famílias em situações de pobreza e extrema pobreza", conclui o procurador da República Rômulo Moreira Conrado.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal no Ceará
Tel: 3266 7457/ 3266 7458
ascom@prce.mpf.gov.br


Historia da Democracia no Brasil

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A DEMOCRACIA NO BRASIL




A história da democracia no Brasil é conturbada e difícil. Vencida a Monarquia semi-autocrática e escravista, e após a fase democratizante mas turbulenta da República da Espada de 1889-1894, a República Velha conhece relativa estabilidade. É, porém, a estabilidade oligárquica dos coronéis e eleições a bico de pena, que após 22 entra em crise. Com frequência sofre o trauma dos estados de sitio, ante movimentos armados contestatórios ou disputas intra-oligárquicas que fogem ao controle, para não falar da repressão a movimentos populares.
 A Revolução de 30 não efetiva sua plataforma de liberalização e moralização política. Vargas fica 15 anos à frente do Executivo, sem eleição. A ordem constitucional tardiamente instaurada com a Assembleia de 34 dura apenas 3 anos. Segue-se em 37-45 a ditadura do Estado Novo, com Parlamento fechado, partidos banidos, uma Constituição outorgada e ainda assim desobedecida, censura, cárceres cheios, tortura.
 A democratização de 45 sofre o impulso externo da derrota do nazismo. Internamente não enfrenta maior resistência, até porque o antigo ditador adere a ela, decreta a anistia, convoca eleições gerais, legaliza os partidos. A seguir, o golpe de 29/10/45 e o empenho conservador do gen. Dutra impõem-lhe limites. O regime instituído pela Constituinte de 46 é uma democracia formal. As elites governantes da ditadura estadonovista reciclam-se, aglutinam-se no PSD e conservam sua hegemonia. O gov. Dutra é autoritário: intervém em sindicatos, devolve o PC à ilegalidade, atira a policia contra manifestações.
• A instabilidade é a outra marca da democracia pós-45
Após o golpe militar de 29/10/45, vêm os ensaios de ago/54, nov/55, ago./61 e outros menores. A UDN contesta as posses de Getúlio, JK e Goulart com apelos à intervenção das Forças Armadas. Confirmase a imagem, criada na Constituinte pelo udenista João Mangabeira, que compara a democracia a "uma planta tenra, que exige todo cuidado para medrar e crescer".
 O golpe de 64 trunca a fase democrática ao derrubar pela torça o pres. Goulart. Pela 1a vez no Brasil, as Forças Armadas não se limitam a uma intervenção pontual; assumem o poder político enquanto instituição, dando início a 2 décadas de ditadura.
 A ditadura militar de 64-85 é a mais longa e tenebrosa fase de privação das liberdades e direitos em um século de República. Caracteriza-se pelo monopólio do Executivo pêlos generais, o arbítrio, a sujeição do Legislativo e do Judiciário, as cassações, a censura, a repressão militar-policial, a prisão, tortura, assassinato e "desaparecimento" de opositores. Sua 1a fase, até 68, conserva resquícios de ordem constitucional e impõe certos limites à ação repressiva; a 2a, de 68-78, à sombra do Al-5, leva ao extremo o arbítrio e a repressão; a 3a, crepuscular, é de paulatino recuo, sob os golpes de uma oposição que passa da resistência à contra-ofensiva.
 A consciência democrática surgida na resistência à ditadura introduz um elemento novo na vida política. Pela 1a vez transborda de setores urbanos minoritários para as grandes massas, enraiza-se nos movimentos de trabalhadores das cidades e do campo, estudantes, moradores, intelectuais e artistas, ação pastoral da Igreja, órgãos de imprensa e outras áreas de uma sociedade civil que se organiza. Cria um vinculo em grande parte inédita entre direitos políticos e direitos econômico-sociais, um patamar novo de cidadania, mais abrangente e exigente. Sua expressão mais visível é a Campanha das Diretas-84. Depois dela, a ditadura negocia apenas as condições e prazos do seu desaparecimento.
 A democratização de 85 é conduzida pêlos moderados do PMDB e a dissidência do oficialismo que forma o PFL. Após a derrota da Campanha das Diretas, adota a via de vencer o regime dentro do Colégio Eleitoral que ele próprio criou. Negociada com expoentes do Sistema de 64, traz o selo da conciliação, típico das elites brasileiras desde 1822. Mas traz também a marca da ebulição politico-social de massas que na mesma época rompe os diques erguidos desde 64. O resultado, expresso na Constituição de 88, é uma democracia mais ousada e socialmente incisiva, se comparada à de 45, embora sua regulamentação e aplicação permaneçam sempre aquém do texto constitucional.
O impeachment de Collor põe à prova as instituições da Nova República. Estas passam no teste sem quebra da ordem constitucional democrática, graças a intensa mobilização da opinião pública e a despeito do apego do presidente a seu cargo. Porém a emenda constitucional que institui a reeleição (28/1/97) e várias outras cogitadas pelo bloco de apoio ao gov. FHC (volta do voto distrital, fidelidade obrigatória, restrições à liberdade partidária) indicam que o regime político está longe de estabilizar-se.
 O sistema de governo, presidencial ou parlamentarista. é submetido a plebiscito em 21/4/93, por determinação da Carta de 88. Embora as elites se apresentem às urnas divididas, o eleitorado reafirma o presidencialismo em todos os estados e por expressiva maioria (mais de 2/3). motivado em especial pela defesa da eleição direta para presidente.
O Brasil pós-30, visto em perspectiva, alterna longos períodos de ditadura e instabilidade e momentos, bem mais curtos e não menos conturbados, de certo revigoramento democrático (30-35, jan-out/45, 56-64). Em 7 décadas. apenas um presidente (Juscelino) consegue a proeza de eleger-se pelo voto, cumprir o mandato e empossar um sucessor também eleito, A democratização pós-85 ainda é apenas uma promessa de superação desse ciclo histórico.
 As Forças Armadas intervêm pela violência na vida política da República, com frequência e desenvoltura crescentes, até estabelecerem seu monopólio sobre o poder com o regime de 64.0 jacobinismo republicano florianista desdobra-se no tenentismo dos anos 20 e desagua na Revolução de 30, já cindido em 2 vertentes opostas. Uma, nacionalista e com sua ala esquerda, engaja-se na campanha do Petróleo é Nosso, garante a posse de JK em 55 e Goulart em 61, forma o dispositivo militar do gov. Jango. Outra cria estreito vinculo com os EUA após a Campanha da Itália, assume a ideologia da Guerra Fria, empenha-se nos pronunciamentos militares de 45-61, protagoniza a conspiração anti-Jango e o golpe de 64. Entre outras coisas, 64 representa um ajuste de contas entre as 2 tendências, com a derrota estratégica embora não definitiva da 1a.
 O regime militar degrada seriamente a imagem das Forças Armadas. Afora o desgaste inerente ao exercício de uma função alheia à sua natureza, o estamento militar arca com os revezes econômicosociais e, sobretudo, com o ónus da repressão, das torturas e assassinatos. Embora a maioria dos oficiais e praças não se envolva diretamente na ação repressiva, toda a corporação acaba afetada pela conduta dos órgãos de segurança e seu comando, que se confundem com ó regime.
 A volta aos quartéis inicia longa e muda purgação. Porta-vozes militares opinam durante a Constituinte sobre o papel das Forças Armadas; mais tarde propõem o esquecimento do passado repressivo nos anos de chumbo; mas em geral silenciam, mesmo no delicado episódio do impeachment. Entretanto, o fim da Guerra Fria e a globalização sob a égide dos EUA reabrem o debate sobre Forças Armadas e soberania nacional em países como o Brasil, ao proporem, por exemplo, a internacionalização do combate ao narcotráfico, da preservação ambiental e em especial da Amazónia. Os militares brasileiros enfrentam, ao lado do peso do passado, do corte de verbas e da rebaixa dos soldos, o desafio de formular um pensamento estratégico pós-Guerra Fria.

 Uma humilhante derrota macula os 1" passos do parlamento brasileiro: a 12/11/1823 d. Pedro l dissolve pela força a 1a Assembleia Constituinte aberta 6 meses antes; o dep. António Carlos de Andrada, ao deixar o prédio cercado pela tropa, tira o chapéu com ironia para "Sua magestade, o canhão". Cria-se ai um padrão: a submissão do legislador ao canhão.
 O parlamento é débil desde o Império, onde o monarca nomeia os senadores e dissolve a Câmara quando lhe convém. Vinda a República, o pres. Deodoro decreta em 3/11/1891 o fechamento do Congresso, não etetivado porque o governo cai em seguida. A República Velha mantém o legislativo aberto, mas degrada-o com as degolas que manipulam sua composição. Após a Revolução de 30 o Brasil fica 3 anos sem Congresso [3.2], volta a tê-lo por outros 4 e passa mais 8 sem ele. A República de 45 em certa medida fortalece o legislativo. Mas o regime de 64 submete-o aos piores vexames, do simulacro de eleição de Castelo ao Pacote de Abril, passando pelo Al-5.
 Os partidos políticos refletem essa debilidade, a vida democrática precária, intermitente ou inexistente, e certo pragmatismo da elite governante, avesso a engajamentos ideológicos ou programáticos. O sistema partidário brasileiro é frágil e instável inclusive em confronto com outros países latino-americanos.
Os 1° partidos assim chamados, das vésperas do Grito do Ipiranga ao início das Regências, não são organizações. nem sequer agremiações, mas correntes de pensamento, fluidas e imprecisas. Só no debate do Ato Adicional de 1834 formam-se o Partido Liberal e o Conservador, a 1a geração de partidos propriamente ditos.
A República varre com as agremiações da Monarquia e produz a 2a geração partidária. Sua característica é a fragmentação em legendas estaduais, acompanhando o federalismo centrífugo da época. Predominam os Partidos Republicanos, alguns formados antes de 1889 (o de SP é de 1873), todos (exceto, em parte, o do RS) com precária nitidez programática e estruturas fluidas, descentralizadas, assemelhadas a confederações de coronéis.
 O Partido Comunista foge a esta e outras regras. Fundado em 22. como seção da 3a Internacional, com bases no movimento operário, tem caráter nacional e perfil programático e ideológico incisivo (revolucionário, marxista). Mesmo proibido, clandestino, perseguido, às vezes selvagemente (35-42, 64-79). mesmo assim atravessa as sucessivas gerações partidárias da República.
 Os revolucionários de 30 não conseguem estruturar um partido próprio, permanecendo no estágio mais rudimentar dos clubes (Legião Revolucionária, Clube 3 de Outubro). As siglas criadas em 31-37 chegam a centenas, mais uma vez com abrangência estadual (a Ação Integralista é a exceção mais notável). O golpe do Estado Novo dissolve a todas, sem maior resistência, e assume o discurso de que os partidos são uma ameaça à unidade nacional.
A democratização de 45 introduz novidades. [Os partidos da 4a geração] têm, na maioria, caráter nacional, um mínimo de consistência programática e identidade própria. No entanto, as tensões políticas que se agravam levam ao seu esgarçamento, acelerado nos anos 60. As principais legendas se dividem em questões decisivas, cristalizando alas que atuam e votam à revelia das deliberações partidárias. A vida política e polarizada por coligações e frentes informais, que não coincidem com as siglas existentes, que João Mangabeira considera "mais partidas e partilhas do que propriamente partidos". Uma reestruturação de vulto parece iminente quando sobrevêm o golpe de 64, preparado e desfechado à margem dos partidos; no ano seguinte, o Al-2 encerra a experiência pluripartidária.
O bipartidarismo imposto pelo Al-2 (27/10/65) realiza um antigo sonho conservador ao unificar na Arena o PSD e a UDN, sob a batuta do regime militar e com a tarefa de dar-lhe sustentação politico-parlamentar e eleitoral. No PMDB ficam os que se opuseram ao golpe, depurados pelas cassações. Seus defensores invocam o modelo dos EUA, e/ou a instabilidade derivada de um número excessivo (13) de siglas. Mas a experiência bipartidária acaba voltando-se contra seus autores, tendendo progressivamente a transformar cada eleição em um julgamento plebiscitário do regime de 64. A Arena, criada para ser governo, reflui, enquanto avança o MDB, a começar pêlos grandes centros urbanos. Antes de confrontar-se com uma derrota eleitoral decisiva que parece inelutável, o regime muda novamente as regras do jogo: encerra a 5a geração partidária, impõe a extinção compulsória da Arena e do MDB e a volta do pluripartidarismo.
 O quadro partidário atual forma-se a partir da reforma de 22/11/79, em um quadro de ascenso dos movimentos politico-sociais de massas, fim do Al-5, anistia e retorno de certas franquias democráticas; o regime militar resiste, mas já em seu crepúsculo. Nesta 6a geração o corte não é tão abrupto: o PMDB é em essência continuação do MDB; o PDS-PPR-PPB dá sequência à Arena: o PDT recupera em parte a herança, o perfil e os quadros do PTB pré-65. O novo leque partidário sobrevive à democratização de 85, mas sofre deslocamentos de vulto: o PMDB, após as dissidências originadas pela reforma de 79. sofre em 88 outro cisma, que dá origem ao PSDB; o PSD divide-se na crise de 84, quando surge o PFL; em 85 o n° de siglas sobe bruscamente, para mais de 40, mas em geral sem maior expressão: os comunistas alcançam afinal uma legalidade relativamente estável; em 97 o PT, PDT e PCdoB formalizam na Câmara um bloco oposicionista.
As gerações partidárias brasileiras, em resumo, são; a fase preliminar dos partidos inorgânicos, somando 14 anos (1820-1834); a 1a geração, do Império, com 55 anos (1834-1889); a 2a, da República Velha, 41 anos (1889-1930); a 3a, pós-30, 7 anos (30-37); superado o interregno estadonovista, vem a 4a geração, com 20 anos (45-65); a 5a. pós-AI-2, dura 14 anos (65-79); e há a 6a, a partir da reforma de 79, ainda em curso.
O Congresso dos anos 90 funciona sem interrupções desde 15/4/77, um recorde não atingido desde 30. Forma o núcleo do Colégio Eleitoral que encerra em 15/1/85 o ciclo de 64. Atendendo a forte pressão da opinião pública, decide o impeachment de Collor (29/9-30/12/92). Entretanto, vive problemas estruturais e de imagem que permitem falar em uma crise do Legislativo.
A distorção nas bancadas estaduais na Câmara, acentuada pela ditadura e mantida pela Constituinte, dá ao eleitor de RR peso 18 vezes superior ao do de SP. Os estados menores são super-representados em detrimento dos maiores, também os mais urbanizados, com sociedade civil mais organizada e reivindicativa: SP conta 70 deps. federais (o teto permitido) quando a proporcionalidade indicaria uma bancada de 110.
A relação com o Executivo, vencida a coação ditatorial. não evolui para a independência e harmonia, O Executivo, na falta dos Decretos-Leis aprovados por decurso de prazo sob a ditadura, substitui-os pelas medidas provisórias, editadas e reeditadas com crescente sem cerimônia pêlos presidentes da Nova República. Estes garantem maiorias parlamentares governistas em um balcão de negócios que vai do tisiologismo aético ao suborno ilegal; a gestão Sarney vale-se da outorga de 1.091 concessões de rádio e TV; em 16/4/97 vem à luz a denúncia, abafada mas não desmentida, da compra de votos de deputados do AC para votarem a emenda constitucional que permite a reeleição de FHC. A imagem do parlamento e dos parlamentares (malgrado as exceções) se degrada, associada à inoperância, oportunismo e corrupção, mas o descrédito, paradoxalmente, apenas reforça o status-quo.



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