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Política
Ex Ministro da Educação, Cid Gomes.
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A Câmara dos Deputados entrou nessa quintafeira (19) com duas representações contra
exministro da Educação, Cid Gomes, devido ao bateboca dele com deputados no plenário
da Casa.
Nesta Quarta feira, em sessão da Câmara para a qual foi convocado para dar explicações
sobre declaração em que criticou parlamentares, Cid Gomes afirmou que deputados
“oportunistas” devem sair do governo.
Ele bateu boca com parlamentares na tribuna da
Casa.
Logo em seguida, ele se reuniu com a presidente Dilma Rousseff para pedir
demissão do cargo.
Na Procuradoria Geral da República, foi protocolada uma representação criminal.
O
documento alega que Cid Gomes cometeu os crimes de responsabilidade,
condescendência criminosa e improbidade administrativa.
No Tribunal Regional Federal, foi protocolada ação cível por danos morais. O exministro
não vai ser pronunciar antes de ser comunicado oficialmente pela Justiça.
As medidas judiciais contra Cid Gomes foram anunciadas no plenário da Câmara pelo
presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDBRJ), logo após o exministro deixar a Casa
nesta quarta.
Segundo Cunha informou, além da Câmara, ele próprio moverá ação na
Justiça.
“Eu gostaria de dizer que o procurador [da Câmara], que já havia tomado a sua posição de
interpelar, vai receber da presidência desta Casa a orientação de não se ater a uma
interpelação, e sim, partir para o processo.
E agregado ao processo haverá o processo
deste presidente na sua pessoa física", afirmou Cunha no plenário.
Convocação
Cid Gomes recebeu uma convocação e foi obrigado a ir à Câmara, devido a uma
declaração dada no último dia 27, durante palestra a estudantes da Universidade Federal
do Pará.
Na ocasião, afirmou que a Casa tem de 300 a 400 parlamentares que "achacam".
Na tribuna, diante dos parlamentares, justificou a fala afirmando que era uma posição
"pessoal" e que não a manifestou como ministro de Estado.
De acordo com o ministro, os
"400 ou 300" são os que apostam no "quanto pior, melhor", mas ele pediu "perdão aos que
não agem desse jeito".
Em seguida, ele fez um apelo aos deputados que ele classificou de "oportunistas", que
detêm cargos na administração federal mas não dão apoio ao governo no Congresso, para
que "larguem o osso, saiam do governo".
Depois dessa fala, o exministro acabou sendo
criticado pelas lideranças partidárias por mais de uma hora.
Cid Gomes deixou a sessão antes do encerramento e seguiu para o Palácio do Planalto em
carro particular.
"A minha declaração na Câmara, é óbvio que cria dificuldades para a base
do governo.
Portanto, eu não quis criar nenhum constrangimento. Pedi demissão em caráter
irrevogável", declarou o ministro.
malvinas.news@gmail.com
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