O aumento da nota de risco do Brasil pela Standard and Poor’s não foi uma surpresa, mas veio em boa hora. Essa é a avaliação de economistas ouvidos por Época NEGÓCIOS.
A agência de classificação de risco aumentou o rating brasileiro em moeda estrangeira de "BBB-" para "BBB". Segundo os economistas, a medida não terá nenhum efeito imediato, mas como muitos investidores começam a planejar agora os investimentos para 2012, o rating maior poderá aumentar (e melhorar) a visibilidade do país. "Agora é o momento em que os grandes grupos de investimento – como os fundos de pensão e os fundos soberanos – estão definindo onde colocar seu dinheiro", diz André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.
De acordo com a S&P, a elevação da nota de crédito soberano do Brasil tem relação com o fato de o governo ter demonstrado compromisso de atingir as metas fiscais. Em comunicado oficial, a agência informou que, ao endurecer a política fiscal para combater a inflação neste ano, o governo alargou “o alcance do uso de ferramentas monetárias para influenciar a economia doméstica”.
Em abril, a Fitch já havia elevado a nota do Brasil para “BBB”, também segundo degrau dentro da classificação de “grau de investimento”. Meses depois, em junho, a Moody's fez o mesmo movimento ao elevar a nota brasileira de "Baa3" para "Baa2". Na opinião de Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, a elevação da nota pela S&P nada mais é que um alinhamento à revisão do rating feita pela Fitch e pela Moody’s. “É mais uma ação de ajuste do que uma mudança de patamar de rating”. Perfeito concorda. “Acho que esta elevação está até atrasada, pois nos coloca no mesmo patamar de países mais atrasados, como o México e a Rússia”, diz Perfeito.
Uma questão levantada por Agostini é que o Brasil vive um momento muito positivo em relação ao cenário mundial. De acordo com o economista, o sistema financeiro brasileiro é sólido e não está sob suspeita, diferentemente de outros países como a China, por exemplo. “Não é essa nota que vai reduzir o custo de captação de recursos internacionais. Mas cria uma expectativa de que será um ano muito importante para o mercado financeiro. O momento doloroso estamos vivendo agora”, diz.
Fazenda
Por meio de um comunicado, o Ministério da Fazenda comemorou a elevação da nota brasileira alegando que, neste “momento delicado da economia internacional” é um reconhecimento da atual situação econômica brasileira.
“Numa conjuntura em que vários países têm sofrido rebaixamento de suas classificações de risco e governos têm-se enfraquecido por conta de problemas econômicos, o anúncio da agência de rating evidencia o sucesso da gestão da economia brasileira em seu objetivo de fortalecer o país”, declarou o ministério em nota.
Boas notícias à parte, vale lembrar que as agências de classificação de risco foram criticadas durante a crise econômica mundial de 2008, quando elas deram boas notas para operações de vendas de hipotecas imobiliárias nos EUA. Estas operações financeiras foram as responsáveis por afundar bancos e investidores, o que culminou na grande crise financeira.
Em abril, a Fitch já havia elevado a nota do Brasil para “BBB”, também segundo degrau dentro da classificação de “grau de investimento”. Meses depois, em junho, a Moody's fez o mesmo movimento ao elevar a nota brasileira de "Baa3" para "Baa2". Na opinião de Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, a elevação da nota pela S&P nada mais é que um alinhamento à revisão do rating feita pela Fitch e pela Moody’s. “É mais uma ação de ajuste do que uma mudança de patamar de rating”. Perfeito concorda. “Acho que esta elevação está até atrasada, pois nos coloca no mesmo patamar de países mais atrasados, como o México e a Rússia”, diz Perfeito.
Uma questão levantada por Agostini é que o Brasil vive um momento muito positivo em relação ao cenário mundial. De acordo com o economista, o sistema financeiro brasileiro é sólido e não está sob suspeita, diferentemente de outros países como a China, por exemplo. “Não é essa nota que vai reduzir o custo de captação de recursos internacionais. Mas cria uma expectativa de que será um ano muito importante para o mercado financeiro. O momento doloroso estamos vivendo agora”, diz.
Fazenda
Por meio de um comunicado, o Ministério da Fazenda comemorou a elevação da nota brasileira alegando que, neste “momento delicado da economia internacional” é um reconhecimento da atual situação econômica brasileira.
“Numa conjuntura em que vários países têm sofrido rebaixamento de suas classificações de risco e governos têm-se enfraquecido por conta de problemas econômicos, o anúncio da agência de rating evidencia o sucesso da gestão da economia brasileira em seu objetivo de fortalecer o país”, declarou o ministério em nota.
Boas notícias à parte, vale lembrar que as agências de classificação de risco foram criticadas durante a crise econômica mundial de 2008, quando elas deram boas notas para operações de vendas de hipotecas imobiliárias nos EUA. Estas operações financeiras foram as responsáveis por afundar bancos e investidores, o que culminou na grande crise financeira.
Fonte: G1
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