Ônibus e caminhões saíam em buzinaço
anunciando o regresso. Da calçada, se viam braços estendidos em sinal de “até breve” e a continuação das cantorias, que perduram toda a viagem. Os romeiros se despediram ontem de Juazeiro do Norte, após a tradicional “bênção dos chapéus” na Basílica de Nossa Senhora das Dores, encerrando os cinco dias da Romaria de Finados, a maior da cidade.
Entre acenos de chapéus, vivas a padre Cícero e monsenhor Murilo de Sá Barreto, ex-pároco da basílica que morreu em dezembro de 2005, o bispo da diocese do Crato, dom Fernando Panico, pediu prudência aos motoristas na volta. Momento de muito júbilo foi o anúncio dos estados que mais enviaram romeiros. Dos cerca de 16 mil que se registraram na secretaria da paróquia, a maioria era de Pernambuco (8.810), seguida de Sergipe (3.233).
Natural de Canindé de São Francisco, em Sergipe, a aposentada Maria Enelde Feitosa, 72, calcula entre 40 e 50 as viagens que já fez a Juazeiro do Norte. “Levei uma queda de um caminhão. Eu sabia que ia morrer. Gritei: ‘Padre Cícero, me segure’. Não quebrei um osso”, conta sobre por que começou seu rosário de peregrinações. Ela mostra com orgulho filhos e netos que passaram a acompanhá-la nas peregrinações. “Se eu for contar as graças, não cabe no seu caderno”, emenda.
Apesar de a basílica ter ficado lotada na “bênção dos chapéus”, ao meio-dia, a maioria dos romeiros se despediu ainda de manhã, depois da missa na praça do Socorro. A celebração foi acompanhada pelo piauiense Marcos Vinicius, de 6 anos, mão estendida para o altar e o olho no caminhão de madeira que ele convenceu a avó comprar por R$15. “Ele só vivia doente. Fiz promessa”, explica Maria da Conceição Leal, 58, agricultora, sobre a roupa e o boné pretos do neto.
Trocar a fé
O público estimado para os cinco dias de romaria foi de 400 mil pessoas. Com celebração no mesmo horário na Basílica, a missa campal na praça do Socorro atraiu menos gente que de costume.
A servente Marivalda dos Santos, 51, participava pela primeira vez de uma romaria em Juazeiro do Norte. “Achei muito bonito, como é tudo que é de Deus”, descreve ela, que veio pedir paz e “que os filhos tenham juízo”.
A missa era em intenção de padre Cícero, mas o tema da homilia foi outro. Em tempos de investidas evangélicas entre os romeiros, o celebrante dom Paulo Cardoso, bispo-emérito de Petrolina (PE), saiu em defesa da fé católica. “É tanta seita por aí afora. Não se confundam, não se enganem”, avisava o bispo, para em seguida puxar cânticos de “Não troco minha fé por outra fé”.
Entre acenos de chapéus, vivas a padre Cícero e monsenhor Murilo de Sá Barreto, ex-pároco da basílica que morreu em dezembro de 2005, o bispo da diocese do Crato, dom Fernando Panico, pediu prudência aos motoristas na volta. Momento de muito júbilo foi o anúncio dos estados que mais enviaram romeiros. Dos cerca de 16 mil que se registraram na secretaria da paróquia, a maioria era de Pernambuco (8.810), seguida de Sergipe (3.233).
Natural de Canindé de São Francisco, em Sergipe, a aposentada Maria Enelde Feitosa, 72, calcula entre 40 e 50 as viagens que já fez a Juazeiro do Norte. “Levei uma queda de um caminhão. Eu sabia que ia morrer. Gritei: ‘Padre Cícero, me segure’. Não quebrei um osso”, conta sobre por que começou seu rosário de peregrinações. Ela mostra com orgulho filhos e netos que passaram a acompanhá-la nas peregrinações. “Se eu for contar as graças, não cabe no seu caderno”, emenda.
Apesar de a basílica ter ficado lotada na “bênção dos chapéus”, ao meio-dia, a maioria dos romeiros se despediu ainda de manhã, depois da missa na praça do Socorro. A celebração foi acompanhada pelo piauiense Marcos Vinicius, de 6 anos, mão estendida para o altar e o olho no caminhão de madeira que ele convenceu a avó comprar por R$15. “Ele só vivia doente. Fiz promessa”, explica Maria da Conceição Leal, 58, agricultora, sobre a roupa e o boné pretos do neto.
Trocar a fé
O público estimado para os cinco dias de romaria foi de 400 mil pessoas. Com celebração no mesmo horário na Basílica, a missa campal na praça do Socorro atraiu menos gente que de costume.
A servente Marivalda dos Santos, 51, participava pela primeira vez de uma romaria em Juazeiro do Norte. “Achei muito bonito, como é tudo que é de Deus”, descreve ela, que veio pedir paz e “que os filhos tenham juízo”.
A missa era em intenção de padre Cícero, mas o tema da homilia foi outro. Em tempos de investidas evangélicas entre os romeiros, o celebrante dom Paulo Cardoso, bispo-emérito de Petrolina (PE), saiu em defesa da fé católica. “É tanta seita por aí afora. Não se confundam, não se enganem”, avisava o bispo, para em seguida puxar cânticos de “Não troco minha fé por outra fé”.
Fonte: o povo
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